Resenha - Memórias de uma Gueixa
Resenha — Memórias de uma Gueixa
Conheci Memórias de uma Gueixa através do filme de 2005, dirigido por Rob Marshall — o mesmo que anos depois comandaria A Pequena Sereia em live-action. Foi dali que nasceu a curiosidade que me levou ao livro.
A história nos conduz pela vida de Chiyo, uma menina de apenas nove anos cujo destino muda drasticamente quando o próprio pai, desesperado com a doença da esposa, decide vendê-la para uma casa de gueixas em Kyoto. Ao chegar na cidade, ela é separada da irmã, e a perda marca o início de uma trajetória de solidão e luta.
No okiya, Chiyo convive com Pumpkin e enfrenta a crueldade de Hatsumomo, que tenta destruí-la a qualquer custo. Entre limpar kimonos de seda e esfregar o chão, ela alimenta um único sonho: a liberdade.
Até o dia em que conhece o gentil Presidente — e seu coração encontra um motivo para continuar resistindo.
É assim que nasce Sayuri, a gueixa mais famosa do Japão dos anos 1930.
Nesse mundo onde elegância é dever e sentimentos são quase crime, cada passo é uma performance. Uma gueixa é artista, sombra, beleza viva — mas também prisioneira de regras rígidas e desejos proibidos.
A arte delas é vencer com graça, mesmo quando tudo dói.
Descobri com Sayuri que há força naquilo que é suave. Que delicadeza também é luta.
Acompanhei seus medos, chorei suas derrotas, vibrei com suas pequenas vitórias. E, junto dela, voltei a um Japão de luzes e cores hipnóticas, onde tradição e sofrimento se entrelaçam.
Memórias de uma Gueixa me ensinou que o mundo pode tentar nos esmagar…
mas sempre existe um jeito de florescer de novo.
Arthur Golden, nascido no Tennessee, estudou história da arte com foco no Japão e fez mestrado em história japonesa pela Universidade de Columbia, além de aprender mandarim. Morou em Tóquio, onde mergulhou ainda mais na cultura que inspiraria sua obra. Atualmente vive em Massachusetts com sua família.
O livro já ultrapassou 6,5 milhões de exemplares vendidos.
A adaptação cinematográfica é premiada com 29 troféus — entre eles, 3 Oscars e 1 Globo de Ouro.

Excelente resenha!
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