Resenha - Georgiana - A Duquesa de Devonshire
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Desde muito jovem, sou acostumado a ler romances de época. Mas nunca havia lido uma biografia do gênero antes. A única que havia lido era Britney Spears – A Mulher em Mim. Queria realmente entrar na vida de uma personalidade importante, então escolhi o livro em questão. Meu encanto foi ainda maior quando descobri que Keira Knightley trazia sua pele para dar vida a Georgiana nas telas.
Mas afinal, caros leitores, do que se trata o livro?
O calhamaço acompanha a vida de Georgiana Spencer desde a infância. Na verdade, primeiro fala de seus pais, para depois passar o holofote a ela. Criada com uma educação primorosa, Georgiana era filha de John Spencer, primeiro Conde Spencer, e de Margaret Georgiana Poyntz. Nascida para impressionar e ser uma dama perfeita, ela costura, borda, sabe falar várias línguas, entre outros predicados.
Nunca recebeu muito carinho ou atenção do senhor Spencer; assim, a atenção e o cuidado vinham apenas da mãe. O pai lhe oferecia bens materiais e supria suas necessidades físicas, mas pouco além disso. Esse cenário se manteve até seus 17 anos de idade, quando se casou com o duque.
Frio e distante, ele vê em Georgiana apenas uma reprodutora e cumpridora de deveres aristocráticos. Porém, Gee era brilhante: aprendeu sobre política e sabia conduzir jantares como nenhuma outra anfitriã. Quando estava distante das conversas, era o assunto do momento. Quando estava presente, era admirada, copiada e amada por todos — menos pelo marido.
A criatura abjeta vivia sofrendo de gota, enquanto Gee lutava para engravidar. Foi então que, em Bath, conheceu a ambígua Bess (Elizabeth Foster). As duas logo se tornaram amigas, e Georgiana a convidou para morar em sua casa. O que começa como uma amizade aparentemente saudável transforma-se em um triângulo amoroso extremamente estranho. Gee acaba descobrindo que sua amiga se envolve com seu marido, e o canalha passa a manter as duas sob o mesmo teto.
Diante de toda a sociedade londrina, Gee precisa lidar com assuntos do Parlamento e ainda tentar equilibrar seu relacionamento, seus filhos e sua casa. Sim, o escândalo se torna público.
E agora, leitores, acharam mesmo que eu entregaria tudo assim, de bandeja? Convido vocês a lerem e se deliciarem com os escândalos e as delícias de estar, ainda que em pensamento, na corte britânica.
Visto que Georgiana jamais teria o amor do marido, ela acaba se envolvendo com o adorável Charles Gray, um amigo do Parlamento e companheiro de debates políticos. Nem preciso dizer que o duque descobre, e a situação fica péssima para o lado dela. Ele a proíbe de ver os filhos enquanto ela continuar se encontrando com Charles.
Leitores, digo a vocês que foi uma das leituras mais incríveis que já fiz na vida. Georgiana foi uma mulher à frente de seu tempo. Até em tempos de guerra, ela conseguia argumentar; os poderosos a temiam, os humildes a adoravam. Georgiana era bondosa, caridosa e presente na vida das pessoas. Algo que, séculos depois, Diana viria a ser no mundo moderno.
Bess (Elizabeth Foster) era uma mistura de doçura e falsidade, apoio e dor ao mesmo tempo. Durante a leitura, não consegui confiar nela em momento algum. Mesmo nos períodos em que parecia boa e parceira de Gee, eu permanecia desconfiado.
William Cavendish, o duque, é seco e insensível. Dava mais atenção aos cachorros do que à própria esposa. Jamais conseguiria conviver com alguém da forma corajosa como Georgiana o fez. Juro a vocês que sentia ânsia em todas as partes em que ele aparecia.
Charles Gray (ahhhh, Charles… o que falar, não é?)
Ele era o porto que Georgiana precisava: amigo, justo, carinhoso e honesto. Era o que todo homem correto deveria ser.
Bom, pessoal, fico por aqui. A carruagem estaciona, mas o amor permanece com aquela que chamamos… a Duquesa.
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Me deixou louco para ler. Mais um livro para minha lista infinita.
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